O Brasil é o segundo colocado mundial no número de casos novos de hanseníase diagnosticados anualmente, sendo superado apenas pela Índia. A Organização Mundial da Saúde (OMS) revela que em 2017, 150 países contabilizaram 210.671 novos casos da doença, o que corresponde a 2,8 casos a cada 100 mil habitantes. No Brasil, no mesmo ano, foram detectados 26.875 casos novos, o que expressa 12,9 casos a cada 100 mil habitantes. Os estados do Mato Grosso, Tocantins, Maranhão, Pará, e Piauí são os que apresentam os maiores índices de casos da doença.

A hanseníase tem cura. Trata-se de uma doença tropical negligenciada, infectocontagiosa de evolução crônica, se manifesta principalmente por meio de lesões na pele e sintomas neurológicos como dormências e diminuição de força nas mãos e nos pés. É transmitida por um bacilo por meio do contato próximo e prolongado entre as pessoas.

Seu diagnóstico, tratamento e cura dependem de exames clínicos minuciosos. Quando tratada tardiamente, pode trazer deformidades e incapacidades físicas. No Brasil, o tratamento é gratuito e oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os pacientes podem se tratar em casa, com supervisão periódica nas unidades básicas de saúde.
Sinais da hanseníase

• Manchas claras, róseas ou avermelhadas no corpo;
• Diminuição ou ausência de sensibilidade ao calor, frio ou ao tato;
• Caroços na pele, dormências, diminuição de força e inchaços nas mãos e nos pés;
• Formigamentos ou sensação de choque nos braços e nas pernas;
• Entupimento nasal e problemas nos olhos.

Em todo janeiro de cada ano são promovidas ações de conscientização sobre a hanseníase para marcar o Dia Nacional de Combate e Prevenção, conhecido como Janeiro Roxo. A iniciativa busca melhorar o controle da doença por meio da disseminação de informações especializadas e conscientização da população sobre sua gravidade, bem como a necessidade de diagnóstico e tratamento precoces, contribuindo para a redução do preconceito acerca da doença. Quanto mais rápido o paciente iniciar o tratamento adequado, mais rapidamente a doença deixa de ser transmissível e menor as chances de surgirem incapacidades físicas.