Neste verão, que tal juntar a prevenção ao coronavírus com cuidados para reduzir as chances de casos de câncer de pele? Esta é a proposta da campanha do Dezembro Laranja, organizada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), em 2021.

O atual momento pede que além do uso do álcool gel, máscara e distanciamento, não nos esquecermos das práticas de fotoproteção. Com a queda nos indicadores de mortalidade relacionados à covid-19, estima-se que neste verão as praias e os espaços abertos voltarão a ser ocupados com muito mais intensidade. Além dos cuidados de prevenção da COVID, devemos agregar à nossa rotina as medidas de prevenção contra o câncer de pele.

Sobre o câncer da pele

Este tipo de câncer é provocado pelo crescimento anormal das células que compõem a pele. Existem diferentes tipos de câncer da pele que podem se manifestar de formas distintas, sendo os mais comuns denominados carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular – chamados de câncer não melanoma – e que apresentam altos percentuais de cura se diagnosticados e tratados precocemente. Um terceiro tipo, o melanoma, apesar de não ser o mais incidente, é o mais agressivo e potencialmente letal.

Sintomas

Separamos os principais indícios da doença. Confira:

  •  Lesão na pele, de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida, com crosta central e que sangra facilmente;
  • Pinta preta ou castanha que muda sua cor, textura, torna-se irregular nas bordas e cresce de tamanho;
  • Mancha ou ferida que não cicatriza e continua a crescer, apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramento;
  • Nódulos na pele sem causa aparente

Caso seja identificado qualquer um desses sintomas, é recomendado procurar imediatamente um médico, para que ele avalie o seu caso e dê o diagnóstico correto. A detecção precoce do câncer de pele é fator fundamental para um tratamento eficaz e menos agressivo. Quando descoberta no início, a doença tem mais de 90% de chance de cura.

Proteção

A melhor maneira de não sofrer graves consequências com o câncer de pele é, justamente, apostar todas as fichas na prevenção da doença. Para isso, a Sociedade Brasileira de Dermatologia separou algumas atitudes importantes:

  • Usar chapéus, camisetas, óculos escuros e protetores solares;
  • Cobrir áreas expostas com roupas apropriadas, como uma camisa de manga comprida, calças e um chapéu de abas largas;
  • Evitar a exposição solar e permanecer na sombra das 09h às 16h;
  • Na praia ou na piscina, usar barracas feitas de algodão ou lona, que absorvem 50% da radiação ultravioleta. As barracas de nylon formam uma barreira pouco confiável: 95% dos raios UV ultrapassam o material;
  • Usar filtros solares diariamente, e não somente em horários de lazer ou de diversão;
  • Utilizar um produto que proteja contra radiação UVA e UVB e tenha um fator de proteção solar (FPS) 30, no mínimo;
  • Reaplicar o produto a cada duas horas ou menos, nas atividades de lazer ao ar livre;
  • Ao utilizar o produto no dia a dia, aplicar uma boa quantidade pela manhã e reaplicar antes de sair para o almoço;
  • Observar regularmente a própria pele, à procura de pintas ou manchas suspeitas;
  • Manter bebês e crianças protegidos do sol. Filtros solares podem ser usados a partir dos seis meses;
  • Consultar um dermatologista uma vez ao ano, no mínimo, para um exame completo.

Assim, como afirma a mensagem central da campanha do Dezembro Laranja 2021: “Adicione mais fator de proteção ao seu verão”

Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia