A campanha Fevereiro Laranja tem a missão de alertar sobre a importância da realização de exames para o diagnóstico precoce da Leucemia, além da conscientização para doação de medula óssea, que está entre as principais formas de tratamento.

A leucemia é uma doença maligna dos glóbulos brancos, geralmente, de origem desconhecida. Tem como principal característica o acúmulo de células doentes na medula óssea, que substituem as células sanguíneas normais.

Existem mais de 12 tipos de leucemia, sendo que os quatro primários são leucemia mieloide aguda (LMA), leucemia mieloide crônica (LMC), leucemia linfocítica aguda (LLA) e leucemia linfocítica crônica (CLL).

SINAIS E SINTOMAS

Os primeiros sinais geralmente aparecem quando a medula óssea deixa de produzir células sanguíneas normais.

Sintomas característicos das leucemias agudas incluem:

  • Anemia;
  • Fraqueza;
  • Cansaço;
  • Sangramentos Nasais nas gengivas;
  • Manchas roxas e vermelhas na pele;
  • Gânglios inchados;
  • Febre;
  • Sudorese noturna;
  • Infecções;
  • Dores nos ossos e nas articulações.

Já as leucemias crônicas de evolução lenta podem ser completamente assintomáticas.

DETECÇÃO PRECOCE

A detecção precoce do câncer é uma estratégia para encontrar um tumor em fase inicial e, assim, possibilitar maior chance de tratamento. O hemograma é o exame indicado para avaliar as condições em que se encontram as várias séries do sangue.

Havendo alterações indicativas da doença, o mielograma permite a análise direta do local afetado para identificar o tipo de célula anormal que impede a fabricação dos outros elementos do sangue. A biópsia da medula óssea é o exame definitivo para a confirmação do diagnóstico de uma leucemia.

As leucemias crônicas, às vezes, são diagnosticadas em um exame de sangue de rotina.

TRATAMENTO

O tratamento é dividido em duas etapas. A primeira é chamada de indução da remissão. O objetivo é eliminar as células doentes, denominadas blastos, que são muito sensíveis à quimioterapia. Na segunda fase, são introduzidas as estratégias de consolidação para combater possíveis focos residuais da doença.

Além da quimioterapia, podem ser utilizadas transfusões de sangue como complemento. Nos último anos, a terapia-alvo, que utiliza medicamentos específicos para as células doentes, tem-se mostrado eficaz para alguns tipos de leucemia, como a leucemia mieloide crônica.

Pacientes que não respondem satisfatoriamente a esse esquema terapêutico podem beneficiar-se com o recurso do transplante de medula óssea. Radioterapia é usada mais raramente nas leucemias, mas pode ser indicada antes de transplantes

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Fonte: https://drauziovarella.uol.com.br/