Junho é o início do período em que se costuma registrar quedas significativas nos estoques dos bancos de sangue, públicos e privados.

Por esse motivo, o país se mobiliza para destacar a importância da doação de sangue com a campanha Junho Vermelho. No estado de São Paulo, a ação ganhou status de lei estadual em 15 de março de 2017 (nº 16.386) e passou a ser promovida em todo o país.

Segundo pesquisa realizada em 2017 pelo Eu Dou Sangue (em parceria com o Instituto Datafolha), cerca de 92% dos brasileiros disseram não ter doado sangue entre junho de 2016 e junho de 2017. De acordo com o levantamento, além do recesso e do clima mais frio, feriados e dias chuvosos também impactam negativamente os hemocentros, que costumam registrar queda de 30% em seus estoques no período.

Os dados também mostraram que 39% dos brasileiros admitem não saber qual é seu tipo de sangue. O estudo, que ouviu 2.771 entrevistados em todo o país, mostrou que o desconhecimento é maior entre os homens (44%) do que entre as mulheres (35%). A recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é de que cada país tenha, entre 3% e 5% de sua população doadora de sangue frequente. No Brasil, o índice fica em 1,8%, enquanto em alguns países da Europa, cerca de 7%.

O movimento Junho Vermelho, com o objetivo de estimular a doação de sangue no Brasil visa também disseminar as mensagens de conscientização sobre esse tema. Para doar sangue, a pessoa deve pesar mais de 51 quilos, ter feito uma refeição saudável, livre de gorduras, e não ter ingerido bebidas alcoólicas há pelo menos 12 horas.

Vale a dica!