O Junho Laranja é dedicado à conscientização sobre os cuidados com a saúde do sangue.

E qual a importância de aderirmos às campanhas? Simples: a informação leva à prevenção!

A campanha Junho Laranja destaca o combate à anemia e à leucemia e relaciona fatores importantes, como o incentivo à doação de sangue e de medula óssea.

QUAL A DIFERENÇA ENTRE ANEMIA E LEUCEMIA?

A anemia é definida pela diminuição da concentração dos glóbulos vermelhos no sangue e indica que algo não está funcionando bem em nosso corpo.

Os sintomas incluem fadiga, falta de ar, palpitação, dor de cabeça, entre outros. Para o diagnóstico da anemia é indicada uma avaliação clínica, além de exames de sangue.

Já a leucemia é um dos tumores malignos mais incidentes na população mundial.

A doença afeta os glóbulos brancos do sangue, conhecidos como leucócitos, que se multiplicam em número acima do normal. O diagnóstico é feito a partir de um hemograma, que mostrará a contagem das células do sangue.

QUAIS SÃO AS CLASSIFICAÇÕES DA LEUCEMIA?

Existem algumas classificações para as leucemias. A mais importante é se estamos tratando de uma leucemia aguda ou crônica, e em seguida se ela é linfoide ou mieloide. Essas classificações iniciais são importantes, porque definem os primeiros passos do tratamento.

E OS SINTOMAS?

As leucemias crônicas costumam ser assintomáticas, mas os pacientes podem apresentar aumento do fígado e do baço, aumento dos linfonodos (as chamadas “ínguas”) e, às vezes, emagrecimento ou cansaço.

Já as leucemias agudas são mais agressivas e os pacientes podem ter diversos sintomas, tais como febre, cansaço, palidez, falta de ar, emagrecimento e suores noturnos.

COMO PODEMOS EVITAR A LEUCEMIA?

Infelizmente, as leucemias não são doenças evitáveis, pois até hoje não foram identificados fatores de risco para o desenvolvimento dessas doenças.

Entretanto, ter uma vida saudável e um corpo saudável permitem que o tratamento da leucemia seja iniciado, ao passo que pacientes com muitas doenças associadas costumam ter mais dificuldade em receber um tratamento.

QUAIS OS TRATAMENTOS REALIZADOS PARA COMBATER A DOENÇA?

Atualmente, a quimioterapia ainda é bastante utilizada, mas, pouco a pouco, vem sendo ou substituída ou ajudada por outras classes de remédios, tais com anticorpos monoclonais, imunomoduladores, terapia-alvo genética e imunoterapia.

Em alguns casos, faz-se necessário o transplante alogênico de medula óssea para aumentar as chances de cura. A doação de medula óssea é muito importante, pois esse tratamento é essencial e, muitas vezes, único para muitos pacientes.

COMO POSSO DOAR MEDULA ÓSSEA?

Para se cadastrar como doador de medula óssea, basta ter mais de 18 anos e menos de 60, estar em boa saúde e procurar o hemocentro de sua cidade.

As chances de encontrar uma medula óssea compatível para um paciente são raras, podendo chegar 1 em 100 mil! Por isso, ao se tornar um doador, você está ajudando a diminuir essa distância!

Em seguida, será feita a coleta de uma amostra de sangue (10ml) para a tipagem de HLA (exame de histocompatibilidade que identifica as características genéticas de cada indivíduo).

Os dados do doador são inseridos no cadastro do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome) e, sempre que surgir um novo paciente, a compatibilidade será verificada. Uma vez confirmada, o doador será consultado para decidir quanto à doação.

O transplante de medula óssea é um procedimento seguro, realizado em ambiente cirúrgico, feito sob anestesia geral, e requer internação de, no mínimo, 24 horas.

Salve Vidas! Seja um doador de sangue e de medula óssea!

Fontes: Inca/ CON – Clinica de Oncologia, Hematologia e Centro de Infusão